O que o chatinprint oferece
O chatinprint permite transformar a conversa do WhatsApp em PDF no seu próprio aparelho. Numa disputa, quatro partes do resultado importam mais do que os balões da conversa.
A página de capa. Todo PDF começa com uma página que descreve a própria cópia:
- os participantes e o horário da primeira e da última mensagem;
- quantas mensagens aparecem do total que a exportação contém (“N de M mensagens exibidas”);
- cada filtro usado, como um período, participantes escolhidos ou mensagens do sistema ocultas;
- o layout, Conversa ou Transcrição;
- o nome, o tamanho e a impressão digital SHA-256 do arquivo de origem;
- quando o PDF foi gerado e a versão do chatinprint que o gerou;
- um aviso de que os horários são a hora local do celular e de que nenhum fuso horário é registrado.
O layout Transcrição. Em vez de balões, uma tabela: cada mensagem numerada, a data exatamente como a exportação escreveu ao lado de uma data no padrão ISO, o horário, o autor, a mensagem e qualquer anexo com uma forma curta da sua impressão digital.
O apêndice de evidências. Uma tabela de cada arquivo de mídia citado na conversa: nome, tipo e tamanho, a impressão digital SHA-256 quando o arquivo está presente e se ele foi incluído na exportação ou está faltando.
O manifesto. Um arquivo JSON e uma versão em texto com as mesmas impressões digitais da exportação e de cada arquivo de mídia, as contagens de mensagens, os filtros, a versão da ferramenta e o horário em que foi gerado.
Nada é editado: o texto das mensagens fica exatamente como o WhatsApp exportou; filtrar é permitido e sempre declarado.
O que as impressões digitais SHA-256 mostram — e o que não mostram
Uma impressão digital SHA-256 é um valor de 64 caracteres calculado a partir dos bytes exatos de um arquivo.
O chatinprint calcula uma impressão digital SHA-256 de cada arquivo que você escolhe e de cada arquivo de mídia da exportação, a partir dos bytes originais, no seu aparelho. A página de capa, o apêndice de evidências e o manifesto registram esses valores de 64 caracteres. Qualquer pessoa pode recalculá-los depois com ferramentas gratuitas, como o shasum no macOS e no Linux ou o certutil no Windows, e comparar: se os valores forem iguais, o arquivo não mudou desde que a impressão digital foi calculada. A impressão digital não diz nada sobre quem escreveu uma mensagem, se a exportação está completa nem quando ela foi calculada.
Elas mostram que um arquivo que você tem hoje é idêntico, bit a bit, ao arquivo cuja impressão digital o chatinprint calculou. Mude um único caractere e a impressão digital muda por completo. Qualquer pessoa pode recalculá-la com ferramentas gratuitas.
Elas não mostram:
- quem escreveu uma mensagem;
- que a exportação contém a conversa inteira: o WhatsApp limita cada exportação a informado: 10.000 mensagens recentes com mídia e informado: 40.000 sem mídia, segundo várias fontes, e um celular só exporta as mensagens que ainda tem;
- que o relógio do celular estava certo: os horários são a hora local do celular, e a exportação não registra fuso horário;
- quando a impressão digital foi calculada: o horário de geração vem do relógio do seu próprio aparelho, então não é um carimbo de tempo confiável;
- que nada foi alterado antes da exportação;
- quem são os participantes: os nomes aparecem como o celular que exportou os exibia.
A impressão digital confere um arquivo, não uma história. É por isso que ela é útil: qualquer pessoa pode confirmar que uma cópia não mudou desde que você a fez, sem precisar confiar em você nem no chatinprint.
Como conferir uma impressão digital
Você não precisa do chatinprint para conferir uma impressão digital. Todo computador tem uma ferramenta gratuita para isso.
Abra um terminal na pasta onde está o arquivo: o Terminal no macOS ou no Linux, o Prompt de Comando ou o PowerShell no Windows.
Rode o comando do seu sistema
No macOS ou no Linux:
shasum -a 256 "Conversa do WhatsApp com Osvaldo Tavares.zip"No Windows, no Prompt de Comando:
certutil -hashfile "Conversa do WhatsApp com Osvaldo Tavares.zip" SHA256No Windows, no PowerShell:
Get-FileHash -Algorithm SHA256 "Conversa do WhatsApp com Osvaldo Tavares.zip"Compare os 64 caracteres exibidos com o valor da página de capa ou do manifesto. Maiúsculas ou minúsculas não fazem diferença: algumas ferramentas mostram letras maiúsculas.
Use o nome do seu arquivo no lugar do exemplo e mantenha as aspas se o nome tiver espaços. A versão em texto do manifesto repete os três comandos, e o README.txt dentro do arquivo HTML repete os dois primeiros, para que as instruções acompanhem os arquivos.
Guarde os originais
Um PDF é uma cópia. Os originais são aquilo a que todos podem voltar.
- Guarde o celular e mantenha a conversa no WhatsApp. Não apague a conversa depois de exportá-la.
- Guarde a exportação original, o ZIP ou o arquivo .txt, exatamente como o WhatsApp a salvou. Não abra o texto num editor para salvar de novo e não renomeie nem compacte nada outra vez: qualquer mudança, mesmo invisível, muda a impressão digital do arquivo.
- Guarde cópias em dois lugares, como um computador e um disco externo.
- Mantenha juntos o PDF, o manifesto e a exportação original, para que qualquer pessoa possa conferir um com os outros.
- Se fotos, mensagens de voz ou documentos importam, exporte com mídia. Uma exportação sem mídia guarda só a menção a cada arquivo no texto, e o conteúdo dele não poderá ser mostrado nem conferido depois.
Declare o que ficou de fora
Você pode limitar o PDF ao que importa: um período, alguns participantes, sem mensagens do sistema ou sem mídia incorporada. O chatinprint nunca esconde isso. Cada filtro aparece na página de capa, e “N de M mensagens exibidas” deixa uma cópia parcial visível à primeira vista.
Uma cópia filtrada ainda pode ser útil: uma conversa de anos pode ter uma única semana relevante, e um trecho deixa fora da disputa mensagens privadas sem relação com ela, suas ou de outras pessoas.
Espere que peçam o restante. A outra parte, ou quem decide a questão, pode querer a exportação completa para conferir que nada em volta do trecho muda o seu sentido. Com o original guardado, você pode apresentar a conversa inteira a qualquer momento, e a impressão digital de origem na capa vai coincidir com a do seu trecho.
Grátis · Sem limite · Sua conversa nunca sai do seu aparelho
No Brasil: a ata notarial
No Brasil, o caminho formal para autenticar conteúdo digital é a ata notarial, lavrada por um tabelião, que registra fatos que ele próprio verifica. Nosso PDF não a substitui.
Segundo a fonte citada abaixo, a ata notarial é um instrumento público em que o tabelião, a pedido de quem tem interesse, narra fielmente aquilo que verificou pelos próprios sentidos, sem emitir opinião, juízo de valor ou conclusão. A mesma fonte cita, entre os fatos que ela pode registrar, acontecimentos na internet e a existência de mensagens eletrônicas.
O PDF do chatinprint pode acompanhar a ata notarial, mas não ocupa o lugar dela. Ele organiza a conversa para leitura e impressão, declara cada filtro e registra as impressões digitais dos arquivos. Quem verifica e narra os fatos numa ata notarial é o tabelião, não uma ferramenta. Se a ata notarial é necessária no seu caso, e como ela deve ser feita, é uma pergunta para o seu advogado.
Fonte: Ata notarial, Wikipédia.
Perguntas para o seu advogado
Leve o PDF, o manifesto e a exportação original e pergunte:
- Qual formato o tribunal ou o órgão espera: impressão, PDF, o arquivo original da exportação ou o próprio celular?
- Preciso de um tabelião, de um perito ou de um serviço de confiança para autenticar a conversa?
- Devo incluir fotos e mensagens de voz, e de que forma?
- Um trecho filtrado é aceitável, ou devo apresentar a conversa inteira?
- Como devo guardar o celular e a exportação original?